quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Pedras Grandes

Vou começar a abordar o submundo da priorização por um tópico que não vai ajudar a maioria das pessoas a priorizarem as suas próximas ações, e isso vai fazer alguém pensar: Caramba se o blog é sobre viver o presente dentro de uma filosofia de vida minimalista, não seria o caso de ir direto ao ponto sem ficar dando tantas voltas?

A resposta é sim e não! SIM seria mais simples e imediato. Mas também seria NÃO pois sem essa discussão introdutória muitas das situações sobre definição de prioridades no futuro ficaria muito comprometida em seu equacionamento.

E, principalmente, por seguir um princípio já discutido num post anterior, este tópico é com certeza a maior pedra que preciso colocar nesse aquário da priorização, mas como já antecipei, ela provavelmente não fará a diferença para as decisões que estão à mão agora, mas sim àquelas que evitaremos por respeitar os princípios conectados à este primeiro passo.

Vou falar de valores e para isso vou pedir a ajuda de um amigo que disse:

"Os problemas significativos que enfrentamos 
não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento
 em que estávamos quando os criamos" 

Albert Einstein

Quando penso em valores, penso em como vivo minha vida no presente, mas também penso para onde direciono minha vida no futuro. Idealmente minha visão de futuro, e minha missão nesta vida estão alinhadas com meus valores, e, portanto, consigo desenhar planos para o que desejo daqui a 10, 5, 2 anos para ter alguns balizadores (e potencializadores) das minhas escolhas e ações.

Viver nossos valores é a maior pedra que temos que colocar no aquário, pois se não estamos fazendo isso todo o nosso sistema está baseado em algo que essencialmente não é nosso, e nesse caso qualquer escolha, (priorizar é fazer escolhas) fica sem sentido.

Nisso que eu volto ao pensamento de Einstein. Se temos que priorizar uma ação (resolver um problema), mas ele foi construído em um nível de pensamento diferente de onde estamos (baseado nos sistemas de valores dos outros), muito provavelmente não teremos sucesso em nossa priorização.

O ponto inicial é identificar se estamos tomando ações em nossas vidas baseadas em nossos valores ou não. Se valorizamos A e vivemos B, qualquer decisão que tenhamos que tomar estará na esfera de B, e portanto, não vai possibilitar a construção de A. Vou deixar este ponto genérico aqui para provocar uma reflexão mais ampla e não direcionada, mas prometo voltar ao assunto com um exemplo concreto no próximo post.

Vou parar essa reflexão por aqui, mas quero voltar a aprofundar este assunto no próximo post antes de caminhar para elementos mais práticos da priorização que podem ser usados quase que imediatamente, até lá acho que é importante refletir em quais são nossos valores, e se eles estão sendo honrados ou não em nossas vidas.

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