Priorizar é uma das coisas mais fáceis do mundo, basta fazer primeiro aquilo que for mais importante, colocar o foco naquilo que for mais significativo e relevante e executar até concluir a atividade.
Simples não é?
Mas o que é importante mesmo?
E significativo? E relevante?
Nosso problema não é que não saibamos priorizar, mas sim que estamos envolvidos em um turbilhão de ações, demandas e contextos que fomentam muito mais a superficialidade e distração do que a atribuição de significados e o foco.
É mais do que batido aquele exemplo do professor que chega com uma porção de pedras de vários tamanhos, um saco de areia e um balde de água e pede a um voluntário da turma para colocar tudo aquilo em uma espécie de aquário. Cada voluntário que se apresentava tentava uma estratégia diferente, e sempre ao final de sua tentativa o professor observava o que havia ficado de fora do aquário e perguntava se não era possível colocar algo mais lá dentro, ao que cada aluno respondia negativamente.
Ao final ele esvaziava tudo e colocava as pedras maiores, seguidas das médias e das pequenas, depois dos pedriscos, e finalmente a areia que era levada ao fundo pela água que ele ia colocando pouco a pouco ocupava os pequenos espaços restantes no aquário. Ao final nada havia sobrado fora do aquário e ainda havia espaço para colocar ainda mais água.
A moral compartilhada ao final do exercício é que em nossa vida também seria assim, ou seja, se não começássemos a colocar primeiro as pedras grandes (maiores prioridades), seguidas das médias, menores, pedregulhos, areia e água não teriamos espaço para tudo aquilo que gostaríamos e poderíamos ter.
Como será que anda o nosso aquário? Ficam muitas "pedras" para fora? Achamos que isso é uma limitação do tamanho de nosso aquário ou da influência negativa dos outros em nossas vidas que sempre trazem mais pedras?
Por enquanto não assumirmos que a limitação é nossa, seja em nossa capacidade de perceber o tamanho das pedras, ou de escolher sem critério qual colocar primeiro, muito pouco poder teremos para mudar nossa realidade. Fazer as escolhas adequadas é fundamental.

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